Danny Welbeck tinha algo a provar no sábado. E, caramba, ele provou. O atacante veterano marcou dois gols quando o Brighton surpreendeu o Liverpool por 2 a 1 em Anfield, enviando uma mensagem clara de que as dificuldades dos Reds no início da temporada estão longe de terminar. Não foi um desvio de sorte ou um gol fácil. Welbeck parecia afiado, perigoso e absolutamente clínico, muito diferente do jogador que passou por Arsenal e Watford.
A defesa do Liverpool, francamente, parecia perdida. O primeiro gol do Brighton aos 20 minutos, uma finalização precisa de Welbeck após um bom trabalho de Kaoru Mitoma, pareceu um aviso. Mas o segundo, um brilhante esforço individual de Welbeck aos 54 minutos, onde ele se livrou de Virgil van Dijk antes de chutar para o gol, foi uma acusação. Van Dijk, muitas vezes aclamado como o melhor zagueiro do mundo, parecia lento. É um tema recorrente nesta temporada. O Liverpool já sofreu 12 gols nos últimos cinco jogos do campeonato, um contraste gritante com a muralha impenetrável que eram há apenas algumas temporadas. Lembram-se da temporada 2018-19, quando sofreram apenas 22 gols em todo o ano? Isso parece história antiga.
É o seguinte: o meio-campo do Liverpool está acabado. Eles não conseguem pressionar como antes e são facilmente dominados. Thiago Alcantara, embora um mago com a bola, não consegue cobrir todo aquele terreno sozinho. Fabinho parece uma sombra do que foi, constantemente um passo atrás da jogada. O sistema de Jurgen Klopp depende de energia implacável e uma pressão sufocante, e agora, a sala de máquinas está falhando. O Brighton, sob Roberto De Zerbi, explorou essa fraqueza lindamente. Eles jogaram com confiança, passaram com propósito e fizeram o Liverpool parecer pedestre em seu próprio campo. Isso não é apenas um lapso; é um problema sistêmico.
**O Conundro do Meio-Campo de Klopp**
O único ponto positivo do Liverpool foi provavelmente Mohamed Salah, que converteu um pênalti aos 67 minutos para fazer 2 a 1, dando-lhes um vislumbre de esperança. Mas mesmo isso parecia pouco, tarde demais. Eles pressionaram nos últimos 20 minutos, como seria de esperar de uma equipe do seu calibre, mas o Brighton se manteve firme. Lewis Dunk foi uma rocha na defesa dos Seagulls, fazendo desarmes cruciais e fechando as linhas de passe. A vitória do Brighton não foi um acaso; eles a conquistaram. Eles tiveram 13 chutes contra 17 do Liverpool, mas seus chutes pareceram mais impactantes.
É preciso se perguntar o quanto mais Klopp pode aguentar. Ele sempre foi sobre alta intensidade, mas o elenco atual simplesmente não está mais entregando isso. A lista de lesionados é longa, claro, mas todo clube de ponta lida com lesões. Isso parece mais profundo. Eles perderam pontos contra Fulham, Crystal Palace e agora Brighton. São sete pontos em nove contra equipes que deveriam estar vencendo confortavelmente se quisessem disputar o título.
E honestamente, acho que Welbeck ainda tem outra grande mudança em sua carreira. Ele está mostrando que ainda pode produzir neste nível. Esta performance não foi apenas boa para o Brighton; foi um triunfo pessoal para um jogador que muitos haviam descartado.
O Liverpool termina em quinto lugar nesta temporada. O elenco precisa de uma séria reformulação, especialmente no meio-campo, se quiser voltar a desafiar o Manchester City.