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Caos do VAR: Bournemouth Ganha Pênalti, United é Roubado

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📅 21 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 21/03/2026 · Revisão do VAR: Por que o Bournemouth recebeu um pênalti e o Man United não?

Mais um fim de semana, mais uma controvérsia do VAR. Desta vez, atingiu o Manchester United em cheio, custando-lhes dois pontos em um empate por 2 a 2 contra o Bournemouth em 13 de abril. Dominic Solanke e Justin Kluivert marcaram para os Cherries, com Bruno Fernandes marcando dois gols para o United. Mas a conversa após o apito final não foi sobre os gols; foi sobre dois lances de mão idênticos, um marcado, outro ignorado.

É o seguinte: a mão de Adam Smith aos 90+6 minutos, que resultou em um pênalti para o Bournemouth, foi uma cópia exata do incidente anterior de Willy Kambwala na área do United. Ambos os jogadores estavam com os braços em uma posição antinatural, ambos fizeram contato com a bola e ambos estavam dentro de sua própria área de 18 jardas. No entanto, o árbitro Tony Harrington, após uma ida ao monitor, apontou para a marca do pênalti pela infração de Smith. Para Kambwala? Nada. Absolutamente nada.

Olha, eu entendo. O VAR deveria trazer clareza, consistência. Mas o que vimos no Vitality Stadium foi tudo menos isso. As Leis do Jogo em relação à mão são claras, ou pelo menos deveriam ser. Se o braço está para fora, tornando o corpo antinaturalmente maior, e ele para a bola, é mão. O braço de Smith estava para fora. O braço de Kambwala estava para fora. Não há subjetividade ali, a menos que os árbitros estejam aplicando diferentes livros de regras para diferentes equipes. Como você explica isso para um time do United lutando com unhas e dentes pela qualificação europeia? Esse empate os deixou em sétimo lugar na tabela da Premier League, dez pontos atrás do Tottenham, que está em quinto, e você pode apostar que esses dois pontos perdidos vão doer em 19 de maio.

**A Linha Invisível da Consistência**

Isso não é apenas sobre o United. Isso é sobre a integridade do jogo. Vimos isso acontecer semana após semana. Lembram do gol anulado do Newcastle contra o Arsenal em novembro? Ou do gol fantasma do Liverpool contra o Spurs em setembro? Não é sobre parcialidade; é sobre incompetência, ou pelo menos uma incapacidade desconcertante de aplicar as regras consistentemente. Os torcedores pagam um bom dinheiro, viajam centenas de quilômetros e investem emocionalmente nesses jogos. Ter o resultado influenciado por uma arbitragem tão inconsistente é um tapa na cara.

E não me digam que se equilibra ao longo da temporada. Isso é uma desculpa. Cada jogo importa. Cada ponto importa. O Manchester United, com apenas uma vitória nos últimos seis jogos da Premier League, não pode se dar ao luxo de perder esses pontos. Eles agora sofreram 51 gols na liga nesta temporada, o maior número desde 1978-79. Então, sim, eles têm seus próprios problemas, mas não deveriam estar lutando contra o VAR também.

Minha opinião quente? Até que a Premier League exija total transparência nas decisões do VAR – feeds de microfone dos árbitros, explicações exibidas nas telas do estádio – esse caos continuará. Precisamos ouvir as conversas, entender a lógica, ou a falta dela. Caso contrário, é apenas um jogo de adivinhação, e os torcedores são os que perdem.

Aqui está minha previsão ousada: essa falha específica do VAR, chegando em um ponto crucial da temporada do United, provocará um apelo renovado e muito mais alto dos clubes por uma revisão completa de como o VAR é implementado na Premier League antes do início da próxima temporada.