Olha, eu entendo. Todo fim de semana, estamos dissecando as decisões do VAR, discutindo sobre centímetros e intenções. Mas às vezes, uma decisão simplesmente parece… errada. E foi exatamente assim que me senti assistindo ao empate em 2 a 2 do Manchester United contra o Bournemouth em 13 de abril, especialmente com aquela segunda reclamação de pênalti. Steve Nicol estava certo na ESPN FC; o árbitro e o VAR erraram, simples assim.
Primeiro, vamos falar sobre o pênalti que eles *realmente* tiveram. Bruno Fernandes converteu aos 64 minutos depois que Willy Kambwala foi derrubado. Nenhuma discussão aí. Mas antes disso, no primeiro tempo, o incidente envolvendo Justin Kluivert e Alejandro Garnacho? Esse foi o que realmente me incomodou. Kluivert claramente iniciou o contato com as costas de Garnacho na área, derrubando o argentino. O árbitro Tony Harrington ignorou, e o VAR, após uma rápida checagem, concordou. O que eles estavam assistindo?
A questão é a seguinte: vimos pênaltis mais leves serem marcados durante toda a temporada. Lembre-se de quando o Arsenal recebeu um contra o Liverpool em Anfield em dezembro, depois que Gabriel Jesus caiu com contato mínimo? Ou aquela bizarra decisão de mão na bola que deu um pênalti ao Chelsea contra o Leicester no mês passado? A inconsistência é enlouquecedora. Esta não foi uma situação de "ele caiu fácil". Kluivert deu um empurrão claro em Garnacho, atrapalhando sua corrida e equilíbrio. Isso é uma falta no meio-campo, e deveria ser uma falta na área.
Shaka Hislop argumentou que não foi contato suficiente. Com todo o respeito, discordo. Se você está impedindo um jogador de fazer uma jogada na bola, especialmente por trás e com um empurrão claro, isso é pênalti. O United já estava em desvantagem, perdendo por 1 a 0 após o gol de Dominic Solanke aos 16 minutos. Uma marcação de pênalti ali, mesmo que perdida, poderia ter alterado drasticamente o fluxo do jogo, potencialmente dando ao United a chance de empatar muito antes dos heroicos gols de Fernandes no segundo tempo.
E sejamos honestos, o United precisa de toda a ajuda que puder agora. Aquele empate no Vitality Stadium os deixou em sétimo lugar na Premier League, dez pontos atrás do Aston Villa pela crucial quarta vaga na Liga dos Campeões. Eles sofreram 51 gols em 33 jogos do campeonato, um recorde desanimador para um clube de sua estatura. O elenco de Erik ten Hag tem lutado com a solidez defensiva, e erros individuais têm sido custosos. Perder uma reclamação legítima de pênalti apenas adiciona insulto à injúria, principalmente quando você está lutando pela qualificação europeia.
A questão maior não é apenas essa única decisão, no entanto. É a natureza arbitrária das revisões do VAR. Uma semana, um impedimento por um fio de cabelo é marcado. Na próxima, um empurrão claro na área é considerado "não o suficiente". Precisa haver uma estrutura mais clara e consistente para o que constitui uma falta, especialmente dentro da área de 18 jardas. Os árbitros precisam ser capacitados para tomar a decisão em campo, com o VAR intervindo apenas para erros verdadeiramente claros e óbvios, o que, francamente, este foi.
O United terminou a partida com 10 chutes, apenas 3 no alvo, em comparação com os 12 chutes e 4 no alvo do Bournemouth. Eles foram superados em alguns momentos, claro, mas um pênalti perdido ainda é um pênalti perdido. É um gol em potencial, uma mudança de momento. E em uma temporada onde cada ponto importa, especialmente para um clube que luta para encontrar sua identidade, essas pequenas margens são ampliadas.
Aqui está minha opinião: Até que o VAR seja reformulado com diretrizes mais rigorosas e transparentes, continuaremos vendo essas decisões de fazer coçar a cabeça. Anotem minhas palavras, da próxima vez que o United jogar contra um rival do big six, uma não marcação de pênalti semelhante lhes custará ainda mais caro, e a indignação será ensurdecedora.