Lembra daquela cena selvagem em Anfield no último fim de semana? A derrota do Spurs por 4 a 2 para o Liverpool, os gols no final, a sensação geral de capitulação? Sim, isso. Mas antes de todo o drama em campo, o técnico da Lazio, Igor Tudor, proporcionou seu próprio momento viral. Ele foi direto até o chefe de operações de futebol da academia do Tottenham, Allan Dixon, o abraçou e parecia genuinamente confuso quando Dixon não retribuiu com o calor que Tudor claramente esperava. A internet, naturalmente, explodiu, com todos – inclusive eu – presumindo que Tudor havia confundido Dixon com o futuro técnico do Liverpool, Arne Slot.
Acontece que Tudor diz que não. Ele esclareceu esta semana, insistindo que sabia exatamente quem era Dixon. "Eu sabia que não era o Slot", disse Tudor à imprensa, embora tenha admitido que já havia visto Dixon por perto e pensou que ele era "um amigo". Ele até brincou que poderia manter os abraços pré-jogo como um amuleto da sorte. Olhe, eu não acredito. Nem por um segundo. A linguagem corporal de Tudor gritava "cara errado, e muito". O sorriso ligeiramente envergonhado, a rápida soltura – não era um homem reconhecendo um conhecido casual. Era um homem percebendo que acabara de abraçar um total estranho na televisão nacional. Talvez ele tenha visto uma semelhança de longe, ou talvez estivesse apenas em seu próprio mundo antes de um grande jogo. De qualquer forma, foi puro ouro.
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Você quase pode perdoar Tudor, na verdade. O banco do Tottenham tem sido uma porta giratória por anos, tornando difícil acompanhar quem é quem. Desde que Mauricio Pochettino saiu em novembro de 2019, eles passaram por José Mourinho, Nuno Espírito Santo, Antonio Conte e agora Ange Postecoglou. São quatro treinadores permanentes em menos de cinco anos. Cada um trouxe sua própria equipe técnica, seus próprios fisioterapeutas, seus próprios chefes de academia. É um ritmo vertiginoso. E não é apenas o cargo principal; a estrutura da academia também vê muito movimento. O próprio Dixon só se juntou ao Spurs em 2023, vindo do Derby County. Então, um rosto novo para um estranho como Tudor dificilmente é um choque.
Mas todo esse incidente apenas destacou a energia caótica em torno do Tottenham no momento. Eles perderam cinco dos últimos seis jogos da Premier League, perdendo por 2 a 0 para o Chelsea, 3 a 0 para o Fulham e aquela dolorosa goleada por 4 a 0 para o Newcastle em abril. A única vitória nesse período foi uma vitória apertada por 2 a 1 sobre o Burnley. O estilo de alta octanagem de Postecoglou tem sido emocionante às vezes, mas também os deixou expostos, principalmente defensivamente. Eles sofreram 61 gols em 36 jogos do campeonato nesta temporada. Apenas seis equipes em toda a liga sofreram mais. Essa não é uma defesa de Liga dos Campeões, não importa o quão grande seja o talento ofensivo de James Maddison ou Son Heung-min.
A questão é: o "erro" de Tudor parecia uma metáfora para toda a temporada do Spurs. Boas intenções, um abraço, e então uma súbita e estranha percepção de que as coisas não eram bem o que pareciam. Eles começaram tão fortes, lembra? Invictos nos primeiros dez jogos do campeonato, no topo da tabela em outubro. Então as lesões vieram, os cartões vermelhos se acumularam, e eles lentamente, mas com certeza, caíram. Eles provavelmente não chegarão aos quatro primeiros agora, com o Aston Villa mantendo uma vantagem de sete pontos com dois jogos restantes.
Acho que Postecoglou precisa de uma grande reformulação neste verão, especialmente na defesa. Esta equipe não está construída para o sucesso sustentado no topo. Minha ousada previsão? Postecoglou não chegará ao Natal na próxima temporada se eles não terminarem entre os quatro primeiros, independentemente de quaisquer abraços bem-intencionados.