Você pode sentir no ar ao redor do Tottenham Hotspur Stadium, um frio que não tem nada a ver com o clima de Londres. É o pavor gelado de um clube que parece ter esquecido como jogar futebol, muito menos como vencer um jogo. A derrota de domingo por 2 a 0 para o Nottingham Forest não foi apenas mais uma derrota; foi uma luz vermelha piscando em um painel que já gritava sobre falha no motor. Esta equipe está a caminho do Championship, e quem disser o contrário está vivendo em um mundo de fantasia.
Olha, algumas semanas atrás, as pessoas estavam rindo quando a palavra "rebaixamento" surgiu. O Spurs havia conseguido alguns pontos, o suficiente para manter a cabeça acima da água. Mas desde aquela vitória por 2 a 0 sobre o Bournemouth em 31 de dezembro, eles têm sido um desastre absoluto. Quatro derrotas consecutivas na liga. Nenhum gol marcado nos últimos três jogos. O Forest, uma equipe que havia perdido quatro dos seus cinco jogos anteriores, fez o Spurs parecer um time de várzea. Taiwo Awoniyi e Morgan Gibbs-White passearam por uma defesa inexistente. Guglielmo Vicario, apesar de seus melhores esforços, não conseguiu salvar uma linha defensiva que se assemelha a uma peneira.
A podridão é profunda
É o seguinte: não se trata mais apenas dos resultados. É a completa falta de luta, a ausência de qualquer plano discernível. Lembra daquela goleada de 4 a 1 para o Newcastle em 23 de abril da temporada passada? Pareceu um ponto baixo. Isso parece ainda mais baixo. Pelo menos naquela época, havia uma sensação de choque. Agora, é apenas... aceitação. Richarlison parece perdido, James Maddison não consegue encontrar um passe, e Son Heung-min, coitado, está tentando carregar um time que é muito pesado para qualquer jogador.
Eles conquistaram apenas três pontos nos últimos seis jogos da liga, marcando apenas dois gols nessa sequência desastrosa. Compare isso com o Luton Town, que conquistou sete pontos no mesmo período e parece que realmente quer permanecer na Premier League. Luton, pelo amor de Deus! Os Hatters venceram o Brighton por 4 a 0 em 30 de janeiro, mostrando mais garra e determinação em 90 minutos do que o Spurs mostrou durante toda a temporada.
E o treinador? Ange Postecoglou parece perplexo, andando pela linha lateral com aquele olhar distante de que todos estão falando. Seu estilo "agressivo" se transformou em "imprudente", deixando seus defensores expostos semana após semana. Cristian Romero e Micky van de Ven, que pareciam uma parceria promissora no início, agora parecem completamente sem confiança. A decisão de persistir com uma linha alta quando os jogadores claramente não a estão executando é desconcertante. É teimosia gerencial, não brilhantismo tático.
A agenda à frente também não os está ajudando. Eles ainda têm que enfrentar o Arsenal em casa, o Chelsea fora e o Manchester City em casa. Esses são potenciais banhos de sangue. Se eles não conseguirem pelo menos quatro pontos nos próximos dois jogos contra Wolves e Crystal Palace, será uma descida longa e dolorosa.
Minha opinião? O Tottenham terminará em 18º nesta temporada. Eles têm o pior histórico defensivo na metade inferior da tabela, sofrendo 44 gols até agora. O ímpeto se foi, a confiança está abalada e a luta evaporou. Eles vão cair.