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A Corda Bamba de Rosenior no Chelsea: A Consciência é Suficiente?

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📅 20 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 2026-03-20 · Liam Rosenior 'ciente' das críticas no Chelsea

Liam Rosenior esteve diante da imprensa esta semana, como sempre faz, reconhecendo o burburinho. "Estou ciente das críticas", disse ele, com a maior naturalidade. E sabe o que mais? Ótimo. Qualquer treinador na sua posição, com o Chelsea em nono lugar na Premier League depois de gastar mais de um bilhão de libras, *deve* estar ciente. Ser menos do que isso seria ilusório. Mas a consciência não marca gols nem impede escanteios concedidos.

Os fatos são claros. O Chelsea perdeu pontos em sete dos seus últimos dez jogos do campeonato. Empatou 2-2 com o Sheffield United, uma equipa na última posição da tabela, a 7 de abril. Algumas semanas antes, desperdiçou uma vantagem de dois golos em casa contra o Burnley, empatando 2-2 com dez homens. Isso não é apenas "não é bom o suficiente"; isso é genuinamente preocupante para um clube com aspirações à Liga dos Campeões. Concederam 59 golos no campeonato esta época, mais do que qualquer outra equipa na metade superior da tabela. Apenas quatro equipas em toda a liga sofreram mais. Isso simplesmente não é o Chelsea.

Olha, Rosenior herdou uma bagunça, sem dúvida. A rotatividade do plantel tem sido insana desde que Todd Boehly assumiu. Enzo Fernández e Moisés Caicedo, dois médios que custaram mais de 100 milhões de libras cada, não controlaram consistentemente os jogos como seria de esperar. Fernández, apesar dos seus lampejos de brilhantismo, tem apenas três golos no campeonato esta campanha. Caicedo não tem nenhum. O meio-campo, supostamente o motor, muitas vezes parece desorganizado, deixando a defesa exposta. Isso não é apenas um problema de pessoal; é um problema estrutural.

E as lesões. Meu Deus, as lesões. Reece James mal jogou, com apenas dez aparições no campeonato. Wesley Fofana não chutou uma bola durante toda a temporada. Christopher Nkunku, a grande contratação de verão, jogou apenas 100 minutos no campeonato. Não se pode ignorar isso, e Rosenior certamente não pode. Ele teve que constantemente mexer na sua equipa, dependendo de jovens jogadores que ainda estão a encontrar o seu lugar na liga mais exigente do planeta. Cole Palmer, bendito seja, tem sido uma revelação com 20 golos no campeonato, mas ele não pode carregar a equipa inteira todas as semanas.

É o seguinte: embora as lesões e um plantel em transição sejam fatores atenuantes válidos, em algum momento, o treinador tem de mostrar que consegue moldar as peças que *tem* numa unidade coesa. Os golos esperados contra (xGA) do Chelsea são 58,7, praticamente espelhando os seus golos reais sofridos. Isso sugere que não é apenas má sorte; eles estão consistentemente a conceder oportunidades de alta qualidade. Um bom treinador encontra uma maneira de apertar as coisas, mesmo com imperfeições. Pense no que Unai Emery fez no Aston Villa, pegando uma coleção semelhante de talentos e transformando-os num candidato ao top quatro. O xGA do Villa é 54,3, apesar de jogar um número semelhante de jogos.

Os adeptos, com razão, estão a ficar impacientes. Lembram-se dos dias de glória, dos troféus, do desafio consistente pelos principais títulos. Terminar em nono lugar simplesmente não é aceitável para um clube da estatura do Chelsea. A calma de Rosenior é admirável, mas os resultados, em última análise, falam mais alto do que as palavras. Ele precisa encontrar uma maneira de traduzir essa consciência em melhorias tangíveis em campo, e rápido.

Francamente, acho que Rosenior terá mais seis meses, talvez até ao Natal. Mas se o Chelsea não estiver firmemente entre os seis primeiros até lá, com uma identidade clara e atuações consistentes, a sua "consciência" será a menor das suas preocupações.