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Os Óculos Cor-de-Rosa de Pep: A "Quase" Vitória do City Soa Vazia

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📅 22 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 22-03-2026 · Pep Guardiola: Manchester City 'perto' de voltar ao seu melhor

Pep Guardiola disse esta semana, alto e claro: o Manchester City está "perto" de voltar ao seu melhor. Ele disse isso depois de ser eliminado da Liga dos Campeões pelo Real Madrid nos pênaltis, um jogo em que o City teve 33 chutes a gol contra 8 do Madrid e ainda assim encontrou uma maneira de perder. Ele disse isso com uma expressão séria, apesar do fato de sua equipe ter perdido pontos em quatro dos últimos seis jogos da Premier League, incluindo um empate em 1 a 1 em casa contra o Chelsea em 17 de fevereiro.

Sinceramente: não estou comprando essa ideia. Nem um pouco.

Este não é o City que ganhou a Tríplice Coroa na temporada passada, ou o City que dominou a Premier League durante grande parte da última década. Essa equipe tinha uma arrogância, uma pressão implacável e uma maneira de sufocar os adversários que fazia você acreditar que eles poderiam marcar à vontade, mesmo quando as chances não estavam surgindo. Esta iteração atual? Eles parecem cansados. Eles parecem um pouco... entediados, até. A intensidade, os passes afiados, a recuperação imediata quando a posse é perdida – está tudo um pouco abaixo.

**A Invicibilidade Desvanecendo no Etihad**

Lembra quando vir ao Etihad parecia entrar em um moedor de carne para os times adversários? O City ficou invicto em casa por 23 jogos em todas as competições entre janeiro de 2023 e março de 2024. Essa sequência foi quebrada pelo Manchester United na final da FA Cup em maio passado, mas mesmo assim, eles ainda pareciam dominantes. Nesta temporada, eles já perderam pontos em casa para o Chelsea, Liverpool (empate em 1 a 1 em 25 de novembro) e Tottenham (empate em 3 a 3 em 3 de dezembro). Não são times pequenos, claro, mas a expectativa, especialmente para um time de Guardiola que busca outro título da liga, é que sejam três pontos, todas as vezes.

Pegue o jogo contra o Real Madrid. Sim, o City bombardeou o gol de Lunin. Erling Haaland acertou a trave. Kevin De Bruyne finalmente empatou aos 76 minutos após uma confusão. Mas a precisão clínica, o instinto matador que define os times de ponta do City, parecia ausente. Eles criaram chances, claro, mas não *enterraram* o Madrid. Eles permitiram que o Madrid ficasse por perto, se agarrasse e, eventualmente, vencesse. Bons times exploram essas situações. Grandes times nem as deixam se desenvolver. O City, agora, está mais perto de bom do que de grande.

**Uma Análise Ousada da Psicologia de Pep**

Aqui está minha opinião controversa: o otimismo público de Pep é menos sobre uma crença genuína e mais sobre proteger seus jogadores da implacável mídia inglesa e da panela de pressão de uma corrida pelo título. Ele sabe que se admitir até uma pitada de dúvida, isso pode ser amplificado dez vezes. Ele está tentando projetar uma imagem de calma, de controle, mesmo quando as rachaduras estão começando a aparecer. Esse é o trabalho de um gerente, proteger seu elenco. Mas isso não torna sua avaliação verdadeira.

Rodri, com toda a sua genialidade, parece ter corrido uma maratona a cada dois dias desde agosto. Phil Foden, embora tenha uma temporada de destaque com 14 gols na liga, não pode carregar todo o fardo criativo sozinho. Kevin De Bruyne, quando está em forma, ainda é um dos melhores do mundo, mas perdeu um tempo significativo este ano. A profundidade ainda está lá, sem dúvida, mas a fome coletiva parece ligeiramente diminuída depois de ganhar tudo.

Olha, o Manchester City ainda é o segundo na liga, apenas dois pontos atrás do Arsenal, e está nas semifinais da FA Cup. Eles não estão exatamente em modo de crise. Mas "perto do seu melhor" significa varrer os times, significa sufocar os adversários, significa não precisar de 33 chutes para marcar um gol contra o Real Madrid. E não é isso que estamos vendo.

Previsão: O City vai ganhar a FA Cup, mas terminará em segundo lugar na Premier League, incapaz de superar o vigor renovado do Arsenal ou a arrancada de fim de temporada do Liverpool.