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A Ilusão de Pep: O "Melhor" do City É Uma Memória Que Se Desvanece

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📅 22 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 22-03-2026 · Pep Guardiola: Manchester City 'perto' de voltar ao melhor

Pep Guardiola disse esta semana, com a cara séria e tudo: o Manchester City está "perto" de voltar ao seu melhor. Ele disse isso depois de ser completamente dominado pelo Real Madrid na Liga dos Campeões, um empate em 3 a 3 em casa que pareceu mais um escape por sorte do que uma performance dominante. Olhe, eu assisto a este time há anos. Eu os vi levantar cinco títulos da Premier League em seis temporadas. Isso não está "perto" disso. Nem de longe.

A verdade é que este não é o City implacável que vimos arrasar a liga no ano passado, aquele que ganhou a tríplice coroa. Aquele time parecia invencível, especialmente na segunda metade da temporada. Lembra da sequência de fevereiro a maio de 2023? Eles perderam pontos em apenas três jogos da liga durante esse período. Eles venceram 12 seguidos para garantir o título. Este ano? Eles já perderam pontos em oito jogos da liga, incluindo empates contra Chelsea e Liverpool, e aquele frustrante 1 a 1 em casa contra o Arsenal. A real: os "melhores" times do City não apenas empatavam esses jogos; eles os venciam, muitas vezes confortavelmente.

**Os Fantasmas do Meio-Campo Passado**

Muito disso se resume ao controle. Esse sempre foi o cartão de visitas de Guardiola, certo? Dominar a posse de bola, sufocar o adversário. Contra o Madrid, o City teve 60% de posse de bola, mas parecia vazio. Rodri, geralmente o ponto central, parecia esticado. Ele completou 90 passes, mas quantos realmente ditaram o ritmo ou abriram a defesa? Compare isso com sua atuação na final da FA Cup de 2023 contra o Manchester United, onde ele dominou o meio-campo, vencendo desarmes e distribuindo com precisão. Nesta temporada, ele ainda está com números decentes, mas o brilho não está lá, principalmente nos jogos maiores.

A questão é que a ausência de Ilkay Gündoğan é maior do que qualquer um quer admitir. Ele não era apenas um artilheiro; ele era um mestre em conectar o jogo, um fantasma na área e uma presença tranquilizadora sob pressão. Sua saída para o Barcelona deixou um vazio. Mateo Kovačić e Matheus Nunes são bons jogadores, mas nenhum oferece aquela mistura única de criatividade e desempenho decisivo que Gündoğan trazia. Bernardo Silva tenta fazer tudo, mas não pode estar em todos os lugares. O meio-campo simplesmente não funciona com o mesmo ritmo sem esforço. É mais descoordenado, menos telepático.

E depois há Erling Haaland. Ele marcou 36 gols na liga na temporada passada, um novo recorde na Premier League. Este ano, ele ainda é o artilheiro com 20, mas algo parece estranho. Ele não está recebendo a mesma qualidade de serviço, nem está causando o mesmo impacto no jogo em geral. Contra o Madrid, ele teve um chute a gol em 90 minutos. Um. Esse não é o Haaland que aterrorizou as defesas em toda a Europa na primavera passada. Ele parece isolado com muita frequência, um martelo magnífico sem pregos suficientes.

Pep pode falar sobre estar "perto" o quanto quiser. Mas o teste visual conta uma história diferente. A solidez defensiva não está lá – eles sofreram 32 gols na liga nesta temporada, já mais do que os 33 que sofreram em toda a campanha de 2021-22. A fluidez ofensiva tem momentos, mas falta brilho sustentado. Eles ainda são um time de primeira linha, não me entenda mal. Eles ainda estão na corrida pelo título, em terceiro lugar, apenas um ponto atrás de Arsenal e Liverpool. Mas a arrogância, a inevitabilidade, isso se foi. Para realmente voltar ao seu "melhor", eles precisam de mais do que apenas esperança. Eles precisam de uma reformulação tática, ou talvez uma nova faísca no mercado de transferências.

Minha previsão? O City ficará aquém na Liga dos Campeões novamente este ano, e terminará em segundo lugar na Premier League, incapaz de superar a nova consistência do Arsenal.