Kai Havertz, recém-saído de uma temporada de estreia surpreendentemente impactante no Arsenal, parece genuinamente surpreso com os sussurros. "Não ouvi falar dos rumores de saída do Arsenal", disse ele à Sky Germany, e francamente, eu acredito nele. Por que ele ouviria? Ele acabou de encerrar uma campanha em que silenciou muitos críticos, não apenas com esforço, mas com gols e assistências reais. Lembram-se dos gemidos quando o Arsenal desembolsou £65 milhões para o Chelsea no verão passado? Eles se transformaram em aplausos em maio.
Ele terminou 2023-24 com 13 gols na Premier League e 7 assistências. Isso é uma participação direta em 20 gols. Para contextualizar, em suas três temporadas no Chelsea, sua melhor produção foi de 8 gols e 9 assistências em 2021-22. Ele encontrou um lar no Arsenal, inicialmente como um experimento no meio-campo, depois prosperando como um falso nove. Mikel Arteta merece imenso crédito por essa obra-prima tática. O homem confia em seus jogadores, mesmo quando a multidão do Twitter está pedindo cabeças. A arrancada no final da temporada, onde Havertz marcou 8 gols em suas últimas 11 aparições na liga, foi fundamental para o Arsenal empurrar o Manchester City até o último dia.
Olha, quando ele chegou, parecia um pino quadrado em um buraco redondo. O Arsenal já tinha Martin Odegaard, Declan Rice e Thomas Partey. Onde um alemão esguio que muitas vezes parecia perdido em uma camisa azul se encaixava? Nos primeiros meses, os céticos se sentiram validados. Ele passou 10 jogos da liga sem um gol de 24 de setembro a 2 de dezembro. A ótica não era boa. Os torcedores apontavam para aquele pênalti contra o Bournemouth em 30 de setembro como sua única contribuição real. Mas Arteta manteve-o. Ele continuou a escalá-lo. Essa fé valeu a pena, particularmente após a pausa de inverno.
O ponto de virada? Talvez o gol contra o Brighton em 17 de dezembro, ou talvez os dois gols contra seu ex-clube Chelsea na impressionante vitória por 5 a 0 em 23 de abril. Aquele jogo pareceu uma declaração. Ele não estava apenas marcando; ele estava ligando o jogo, pressionando incansavelmente e se tornando o ponto focal do ataque do Arsenal. Ele completou 82% de seus passes naquela noite e parecia em todos os aspectos o atacante dominante que o Arsenal precisava. A questão é que muitas pessoas ainda não aceitaram verdadeiramente o quão bom ele se tornou. Elas se lembram das dificuldades iniciais, não dos heroísmos do final da temporada.
É o seguinte: o Arsenal não está no negócio de vender jogadores que acabaram de atingir seu auge. Eles estão construindo algo substancial. Havertz tem 25 anos, está em seu auge e sob contrato até 2028. Ele está claramente feliz, se sente valorizado e está jogando o melhor futebol de sua carreira. Nem sequer considerar vendê-lo após uma temporada, especialmente uma que terminou tão fortemente, seria um enorme passo para trás. Isso enviaria a mensagem errada para o elenco e para a torcida. Você não dispensa um jogador que finalmente está cumprindo seu potencial só porque algum agente por aí lançou um rumor.
Papo reto: A ideia de Havertz sair é pura fantasia. O Arsenal vai ganhar a Premier League na próxima temporada, e Havertz, jogando como atacante principal, marcará 18 gols na liga. Anotem.