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A Redenção Azul de Beto: Por Que o Sonho Europeu do Everton Acabou de se Tornar Real

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📅 24 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 24/03/2026 · Beto renascido - Poderia o atacante descartado inspirar o Everton a chegar à Liga dos Campeões?

Lembra-se de Beto? O atacante que chegou no verão passado por £25 milhões, parecia perdido por meses e, de repente, jogou como um homem possuído contra o Chelsea. Ele marcou dois gols e deu uma assistência na goleada de 4 a 0 em Goodison Park em 6 de abril. Essa atuação não foi apenas boa; foi transformadora. Parecia que todo o estádio exalou.

Por semanas, a conversa em Merseyside era sobre a forma física de Dominic Calvert-Lewin e se o Everton havia cometido um erro com Beto. Ele havia marcado apenas três gols na Premier League em toda a temporada antes do jogo contra o Chelsea, e dois deles foram contra Burnley e Sheffield United – dificilmente times de ponta. Seu toque era pesado, seu movimento previsível. O G-P para xG (gols menos gols esperados) para Beto foi um preocupante -2.5 em suas primeiras 20 aparições. Os fãs estavam, compreensivelmente, ficando inquietos.

Mas contra o Chelsea, tudo se encaixou. Ele dominou Thiago Silva, superou Axel Disasi e mostrou uma pontaria clínica que estava faltando. Seu primeiro gol, um cabeceio forte de um cruzamento de Dwight McNeil aos 22 minutos, foi pura força. O segundo, uma finalização fria após uma brilhante corrida individual aos 68, mostrou uma compostura que não tínhamos visto. Ele até fez uma inteligente tabela com Abdoulaye Doucouré para sua assistência aos 55 minutos. Esse é o Beto pelo qual Sean Dyche pagou.

**O Efeito Dyche em Exibição**

Dyche sempre foi conhecido por tirar o máximo de seus atacantes, mesmo aqueles que parecem ter batido em uma parede. Pense em Chris Wood no Burnley, que teve várias temporadas com mais de 10 gols na Premier League sob o comando de Dyche. Ou o próprio Calvert-Lewin, que parecia revitalizado em alguns momentos desta temporada antes de recentes problemas de lesão. O sistema de Dyche, construído em corrida intensa, jogo direto e colocar a bola em áreas perigosas, se encaixa em um atacante fisicamente imponente como Beto.

O jogo contra o Chelsea foi uma aula de como utilizá-lo. O Everton não tentou passes intrincados pelo meio. Eles atacaram o Chelsea no contra-ataque, usaram as laterais e alimentaram Beto cedo e com frequência. Ele respondeu segurando a bola, envolvendo outros jogadores no jogo e, o mais importante, finalizando suas chances. Não foi um futebol bonito, mas foi incrivelmente eficaz. A posse de bola média do time contra o Chelsea foi de apenas 38%, mas eles ainda conseguiram 15 chutes, com 8 no alvo. Eficiência.

**Ambições Europeias e uma Previsão Ousada**

O Everton está atualmente em 7º lugar na tabela com 48 pontos após essa vitória, apenas quatro pontos atrás do Manchester United em 6º, e seis atrás do Tottenham em 5º. Com oito jogos restantes, incluindo jogos vencíveis contra Nottingham Forest e Brentford, uma vaga europeia não é mais uma fantasia. É um objetivo legítimo. E Beto, se conseguir manter pelo menos 70% daquela forma contra o Chelsea, pode ser a chave.

Aqui está a minha previsão: o Everton termina em 6º lugar nesta temporada, garantindo uma vaga na Liga Europa. E se Beto marcar mais cinco gols nos jogos restantes, elevando seu total para 10 na temporada da Premier League, eles farão uma campanha ainda maior do que isso. Aquela atuação contra o Chelsea não foi um acaso; foi um plano. Dyche descobriu algo, e o resto da liga precisa prestar atenção. Eles vão surpreender muita gente.